ENTRE RIOS: onde está o dinheiro?

Sempre ouvi minha velha avó dizer que mente vazia é oficina do inimigo (pois ela jamais falaria o nome diabo para uma criança), mas, no meu caso hoje a minha mente vazia serviu para pesquisar algo que as pessoas em geral não se importam, ou seja, quanto o município (o povo) gasta anualmente com o primeiro escalão do governo municipal (prefeito, vice e os secretários).  

Ao buscar as informações estarreci com os valores de vencimentos praticado no município de Entre Rios.

Só para constar nossa pesquisa tomou como fonte principal os dados fornecidos ao Tribunal de Contas dos Municípios.

Mas deixando de delongas, vamos a nossa descoberta. Com o primeiro escalão municipal (só aqueles que são classificados como agentes políticos) os cofres públicos exaram R$ 2.472.000,00 o que corresponde a 2,53% do orçamento anual total do município que é de R$ 97.611.361,00. Ampliando mais ainda minha pesquisa, constatamos que o valor corresponde a 5,17% de toda folha, isso significa que, se o prefeito reduzisse um pouco os vencimentos desses servidores, haveria fundo de caixa suficiente para pagar o piso básico para os professores, ou mesmo formar um fundo de caixa para o provisionamento do 13º salário dos servidores.

Ainda peregrinando no campo das distorções financeiras, constatamos que existem situações esdrúxulas que necessitam da atenção do alcaide, como por exemplo da TECNICA EM EQUIPAMENTO DE INFORMATICA que aufere R$ 5.521,74 de vencimentos totais mensais, sendo R$ 1.853,41 de vencimento básico e R$ 3.668,74 de vantagens ou seja 197,95% incorporado, o que segundo a Legislação vigente seria ilegal, pois, ultrapassa os 100%. Mas essa não é a maior das distorções que apurei, imaginem que no município uma médica (servidora temporária) percebe vencimentos de R$ 20.500,00 bruto, isso exorbita os valores praticados no município e até mesmo no estado, e, inclusive torna-se inconstitucional por seus vencimentos ultrapassarem o do prefeito municipal

Não quero desmerecer ninguém, pois sei que todos trabalhadores do município mereciam vencimentos maiores, porém, é uma injustiça alguns terem altos ganhos e outros que estão no dia-a-dia na labuta terem vencimentos ínfimos.

Após esta breve análise da folha de pagamento, convenci-me irrevogavelmente que para ajustar as contas do município, não precisaríamos de grandes fórmulas matemáticas, e sim de analisar os adicionais pagos aos cargos de confiança e comissionados e o número de servidores temporários que estão na estrutura e na FOLHA DE PAGAMENTO, em detrimento daqueles que fizeram o concurso do REDA.

Se o governo que aí está, analisasse a situação de forma técnica e com a frieza que o município necessita, a economia destes recursos resolveria em grande parte a questão da folha e do índice de pessoal que foi motivo de multa e imputação de débito ao prefeito.

Mas eu que sou um pobre João Ninguém que segue a vida passo a passo e nunca se perde desse compasso, só posso ver, analisar e sugerir, pois o povo não merece mais pagar caro por um serviço público de qualidade duvidosa.